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julho 23, 2021 Nenhum Comentário

ATI Pataxó/Pataxó Hã-hã-hãe vai a campo para fazer etnomapeamento na aldeia Naô Xohã

A Assessoria Técnica Independente (ATI) Pataxó/Pataxó Hã-hã-hãe e as lideranças da aldeia Naô Xohã, em São Joaquim de Bicas (MG), começaram o etnomapeamento do território. O levantamento é o ponto de partida para a construção do Plano de Gestão Territorial e Ambiental para a região em que estão localizados os Pataxó e Pataxó Hã-hã-hãe atingidos pelo rompimento da barragem da Vale, em Brumadinho (MG), ocorrido em 2019.

Luana Fowler, analista ambiental da assessoria técnica é quem encabeçou o processo. “O etnomapeamento baseia-se no uso de metodologias participativas e visa a perspectiva dos atores indígenas locais por meio de suas concepções de territorialidade”, diz a bióloga. “Há uma combinação das tecnologias de Sistemas de Informação Geográficas (SIG) e o do conhecimento tradicional no mapeamento”.

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Os Pataxó e Pataxó Hã-hã-hãe, Tanara, Sucupira e Wekanã, debatem ideias na oficina de etnomapeamento na aldeia Naô Xohã

Sucupira, o vice-cacique da aldeia, Tanara e Wekanã, que também compõem o corpo de lideranças da aldeia Naô Xohã, traçaram o território da aldeia usando como base imagens de satélite do Google Earth, localizando no mapa os locais de ocorrência de fauna e flora.

As lideranças primeiro mapearam a dimensão do território, os limites da aldeia e apontaram para a equipe da ATI onde estão alguns dos recursos de fauna e flora presentes na área. “Houve grande interesse por parte das lideranças participantes e um entusiasmo em dar continuidade ao etnomapeamento, surgindo até mesmo a possibilidade de realizar uma expedição para conhecer os limites territoriais”, avalia Luana.

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Tanara, Sucupira e Wekanã, do corpo de lideranças da aldeia Naô Xohã, intervêm no mapa do território

Para ela, o etnomapeamento em Naô Xohã é uma forma de os Pataxó e Pataxó Hã-hã-hãe pensarem o território e os limites dele, planejarem o futuro da área pós-rompimento, questões relacionadas ao etnoturismo e geração de renda, e até mesmo na perspectiva de subsidiar a demarcação da Terra Indígena.

“Nós analisamos o mapa da nossa comunidade e aprendemos mais com uma outra visão sobre nosso território, onde temos cada tipo de árvores e animais. Foi importante para a comunidade registrar o que há dentro do próprio território e com isso conhece-lo mais”, disse Wekanã Pataxó, do corpo de lideranças da aldeia.

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Tanara, Sucupira e Wekanã, do corpo de lideranças da aldeia Naô Xohã, participam de oficina de etnomapeamento com a analista ambiental da ATI, Luana Fowler

PNGATI, PGTA e etnomapeamento: o que uma coisa tem a ver com a outra?
Por meio da Política Nacional de Gestão Territorial e Ambiental em Terras Indígenas (PNGATI), o Estado admite a importância dos povos indígenas para a conservação e proteção da biodiversidade. O movimento indígena, por sua vez, vê a necessidade de estabelecer processos para sustentabilidade dos territórios, integrando práticas econômicas à proteção ambiental.

“Uma ferramenta essencial para instrumentalizar esse direito são os Planos de Gestão Territorial e Ambiental em Terra Indígenas (PGTA), que poderão promover reflexões e planejamento das necessidades de geração de renda, em consonância com a  conservação e sustentabilidade ambiental do território, a articulação e a formação política, a organização social, a educação, a saúde e as ameaças do entorno e seus impactos negativos”, explica a analista ambiental da ATI.

O etnomapeamento é um dos processos participativos necessários para elaborar o PGTA. O próximo passo, segundo Luana, é elencar, junto aos núcleos familiares de Naô Xohã, as prioridades e eixos estratégicos  a serem contemplados no PGTA, pensando no bem-viver e nos acordos futuros para a gestão do território.

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